quarta-feira, 11 de março de 2015

Paspermia Cósmica


Quando falamos em origem da vida, sempre há muitas dúvidas e teorias. Porém, diversas pesquisas sugerem que as substâncias que contribuíram para a formação das primeiras formas de vida podem ter chegado ao planeta, e não terem sido formadas aqui. Essa é a chamada Panspermia Cósmica.
Segundo a teoria da Panspermia Cósmica, existiram partículas de vida que teriam caído na Terra acompanhadas de cometas e meteoros. Essas partículas seriam como esporos prontos para germinar. Acredita-se que essa hipótese tenha sido proposta inicialmente no século V a.C., na Grécia, por Anaxágoras.
A teoria foi novamente posta em discussão por volta de 1879 pelos trabalhos de Hermann von Helmholtz e William Thomson, que afirmavam a possibilidade de meteoros servirem de meio de transporte para as formas de vida encontradas no espaço. Svante Arrhenius também contribuiu muito para a teoria. Ele sugeriu que os esporos poderiam ser transportados no espaço pela pressão da radiação emitida por estrelas.
Fred Hoyle, ao estudar as galáxias, verificou que seria possível que bactérias viajassem pelo universo. Ele observou que na poeira espacial havia compostos de carbono e água, sendo que esta refletia determinado espectro de luz, que era coincidentemente o mesmo que as bactérias refletiam. Quando expôs sua teoria em 1979, muitos pesquisadores ficaram céticos em relação à teoria.
Diversos trabalhos continuaram tentando confirmar a teoria da Panspermia. Dentre eles, destacaram-se o de Orguiel, os de Murchison e de Allend, que verificaram aminoácidos em porões de meteoritos. Esses aminoácidos poderiam ter sido trazidos à Terra e terem se tornado componentes dos oceanos primitivos após sua liberação. Acredita-se que esses meteoros chocavam-se com a água e liberavam aminoácidos no processo de hidrólise.
Baseando-se nessa teoria, pode ser que toda a galáxia tenha sido bombardeada com essas formas de vida ou substância precursora, portanto, não há motivos para que não possa existir vida em outros planetas.
Essa teoria apresenta ainda diversas dúvidas, tais como: De que forma esses micro-organismos viajaram pelo espaço, suportando todas as suas adversidades? Além disso, como eles foram formados em outros locais?

Porém são teorias que podem ser confrontadas a qualquer momento.







Fontes hidrotermais


Em 1929, os bioquímicos John Haldane e Aleksander Oparin testaram a hipótese de que faltava oxigênio livre na atmosfera da Terra. Nesse ambiente inóspito, sugeriram eles, os compostos orgânicos poderiam se formar de simples moléculas se fossem estimulados por uma forte fonte de energia - ou radiação ultravioleta, ou relâmpagos. Haldane dizia ainda que os oceanos teriam sido uma "sopa primordial" desses compostos orgânicos. Urey e Miller realizaram em 1953 um experimento para comprovar se que moléculas orgânicas poderiam surgir em atmosferas sem oxigênio, como na Terra primitiva.

Sopa Primordial?
A teoria da ‘sopa primordial’ foi proposta pela primeira vez em 1929, quando os bioquímicos JBS Haldane  e Aleksander Oparin publicaram seu influente ensaio sobre a origem da vida na qual entenderam que a radiação UV forneceu a energia necessária para converter o metano, a amônia e a água nos primeiros compostos orgânicos nos oceanos da Terra primitiva.  

“Apesar das falhas existentes na bioenergética e na termodinâmica desta ideia de 80 anos, a ‘sopa primordial’ ainda persiste como o pensamento central da origem da vida.
Ao afirmar a teoria da ‘sopa primordial’, a equipe voltou-se para a química da Terra para identificar a fonte de energia que poderia alimentar os antecessores primitivos dos organismos vivos: os gradientes geoquímicos ao longo de uma colmeia de cavernas naturais microscópicas em fontes hidrotermais. Estas células catalisadoras geram lipídeos, proteínas e aminoácidos.

Os primeiros vestígios fósseis, estruturas unicelulares semelhantes às atuais algas azuis-esverdeadas, datem de 3,5 mil milhões de ano.

 Originalmente, a Terra não continha compostos orgânicos. As condições existentes então seriam muito diferentes das atuais. A atmosfera não continha oxigênio, sendo antes rica em nitrogênio, amônia, hidrogênio, metano e água. Através da ação de raios elétricos ou calor, estes elementos ter-se-iam combinado em aminoácidos. Estes aminoácidos iriam posteriormente juntar-se e propiciariam a formação de organismos.

Hipótese de Oparin




Terra Primitiva

     
     Estima-se que o planeta Terra surgiu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos e que, durante muito tempo, permaneceu como um ambiente inóspito, constituído por aproximadamente 80% de gás carbônico, 10% de metano, 5% de monóxido de carbono, e 5% de gás nitrogênio. O gás oxigênio era ausente ou bastante escasso, já que sua presença causaria a oxidação e destruição dos primeiros compostos orgânicos – o que não ocorreu, propiciando mais tarde o surgimento da vida.

     Nosso planeta foi, durante muito tempo, extremamente quente em razão das atividades vulcânicas, jorrando gases e lava; ausência da camada de ozônio; raios ultravioletas, descargas elétricas e bombardeamento de corpos oriundos do espaço. Sobre isso, inclusive, sabe-se que a maioria do carbono e de moléculas de água existentes hoje foi parte constituinte de asteroides que chegaram até aqui.

     Foi esta água que permitiu, ao longo de muito tempo, o resfriamento da superfície terrestre, em processos cíclicos e sucessivos de evaporação, condensação e precipitação. Após seu esfriamento, estas moléculas se acumularam nas depressões mais profundas do planeta, formando oceanos primitivos.

     Agregadas a outras substâncias disponíveis no ambiente, arrastadas pelas chuvas até lá; propiciaram mais tarde o surgimento de primitivas formas de vida. Muitas destas substâncias teriam vindo do espaço, enquanto outras foram formadas aqui, graças à energia fornecida pelas descargas elétricas e radiações.

     Um cientista que muito contribuiu para a compreensão de alguns destes aspectos foi Stanley Lloyd Myller, que, em 1953, criou um dispositivo que simulava as possíveis condições da Terra primitiva; tendo como resultado final a formação de moléculas orgânicas a partir de elementos químicos simples.


Experimento de Myller



Abiogênese e Biogênese

      A pergunta “Como surgiu a vida na Terra?” é, provavelmente, uma das mais feitas durante toda a existência do ser humano. E a resposta para ela nunca foi assim tão simples, pois de vez em quando, surgem novos fatores que modificam as teorias criadas até agora. Explicar o surgimento da vida na Terra foi por muito tempo um dos maiores desafios enfrentados pelos cientistas, que buscaram de várias formas defender suas teorias, realizando diversos experimentos que nem sempre correspondiam às expectativas. 
     Existem duas teorias mais famosas, que por muito tempo brigaram entre si, pois são completamente opostas. A primeira delas é denominada Abiogênese e a segunda, Biogênese.
A teoria da Abiogênese
     Há mais ou menos dois séculos atrás, o conhecimento do ser humano sobre os pequenos seres vivos  que dividem um lugar na Terra conosco era quase nulo. Isso dificultava as conclusões geradas a partir de experimentos, pois os cientistas acabavam ignorando elementos que influenciavam a conclusão do experimento realizado, levando-os até erros que prevaleceram como “verdades” por séculos.
     Muitos desses experimentos equivocados levaram à teoria da geração espontânea, ou Abiogênese, que chegava ao absurdo de defender que ratos surgiam da lama ou que vermes brotavam das frutas. Jan Baptista van Helmont, por exemplo, era um médico que chegou a criar uma receita de como “fabricar” ratos. O que os defensores da abiogênese não compreendiam era que talvez os seres vivos que eles relatavam que surgiam espontaneamente na verdade só haviam sido atraídos para aquele local, fazendo com que eles achassem que a matéria sem vida havia originado todos eles. 
     A queda da abiogênese começou quando outro médico, chamado Francesco Redi, realizou experimentos que permitiram a descoberta de que os vermes não brotavam de alimentos podres, na verdade, eles se originavam dos ovos depositados por moscas naqueles alimentos em estado de putrefação.
     O experimento de Redi foi o impulso que culminou na derrubada da abiogênese, fortalecendo a teoria da biogênese.
O experimento de Redi foi o dos frascos com um pedaço de carne dentro

E a teoria da Biogênese?

O experimento realizado por Redi acabou influenciando cientistas como Louis Pasteur. O experimento realizado por Pasteur é, até hoje, usado como referência; nele, foram utilizados frascos de vidro com um gargalo que se assemelhava à um pescoço de cisne. Nos frascos havia um caldo nutritivo que foi fervido, tudo isso mantendo os gargalos fechados.  Durante alguns dias, Pasteur observou os frascos para se certificar de que organismos não brotariam dele. Então quebrou o gargalo dos frascos e viu o crescimento microbiano ocorrer neles, ou seja, alguém finalmente havia percebido que:
·         Os micro-organismos estavam por toda a parte, inclusive no ar.
·         Nada poderia surgir por geração espontânea.
·         A vida só pode surgir através de outro ser vivo.

O experimento dos frascos bico de ganso foi o de Loius Pasteur


A teoria da biogênese, portanto, defendia a origem dos seres vivos através de outro preexistente. Esta teoria é comprovada inúmeras vezes, logo, é a defendida pelos cientistas nos dias de hoje. A teoria da abiogênese nem sequer é mencionada em pesquisas sérias, pois não existe possibilidade alguma de ser verdadeira.


A origem da vida

Onde tudo começou?

Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos são questionamentos que permeiam a nossa espécie desde os tempos mais remotos, sendo retratados, inclusive, em pinturas rupestres e mitos bem antigos. 

Muitos filósofos e cientistas dedicaram suas vidas a estudos que buscavam compreender algumas dessas questões ou, pelo menos, trazer respostas mais adequadas e que melhor confortassem nossas mentes.

A Vida na Terra terá surgido á cerca de milhões de anos como o parecem demonstrar os fósseis de procariontes encontrados na África do Sul. As células eucarióticas terão surgido há milhões de anos seguidas dos organismos multicelulares nesse espaço de tempo os fósseis são abundantes, indicando um processo evolutivo rápido.

Até ao século XIX considerava-se que todos os seres vivos existentes se apresentavam como sempre tinham sido. Toda a Vida era obra de uma entidade toda poderosa, fato que servia para mascarar a não existência de conhecimentos suficientes para se criar uma explicação racional. 
Esta teoria, o Criacionismo, no entanto, já no tempo da Grécia antiga não era satisfatória. De modo a contornar a necessidade de intervenção divina na criação das espécies, surgem várias teorias alternativas, baseadas na observação de fenômenos naturais, tanto quanto os conhecimentos da época o permitiam.
Não estou aqui para questionar os valores religiosos de cada um, mas sim de falar sobre o que a ciência determina como sendo o mais provável. Afinal a ciência se baseia em fatos, experimentos e hipóteses. E até que se prove o contrário temos então as respostas para os nossos questionamentos. 
Assistam o link abaixo e mergulhe nesse mundo de descobertas que é a ciência


segunda-feira, 9 de março de 2015

Introdução a química

Gravidez na Adolescência / Gestação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como sendo o período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos. Para a OMS, a adolescência é dividida em três fases:
  • Pré-adolescência – dos 10 aos 14 anos,
  • Adolescência – dos 15 aos 19 anos completos
  • Juventude – dos 15 aos 24 anos.
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera a adolescência, a faixa etária dos 12 até os 18 anos de idade completos, sendo referência, desde 1990, para criação de leis e programas que asseguram os direitos desta população.
A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.

A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.


Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.


O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.


A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.


Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.


É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.


Vídeo sobre Gravidez na adolescência





Galerinha assistam esse documentário do youtube sobre o assunto clicando no link abaixo
                                                https://www.youtube.com/watch?v=KaVDBiZ-bdM


Gravidez 



Chamamos de gravidez o período de crescimento e desenvolvimento de um ou mais embriões no interior do útero.

Para que ocorra a gravidez é necessário que o óvulo, gameta feminino, seja fecundado pelo espermatozoide, gameta masculino. O resultado dessa fecundação dá origem ao zigoto, que após várias mitoses se transforma no embrião.

Quando esse embrião chega ao útero, ele se fixa na parede uterina em um processo que conhecemos como nidação, que ocorre geralmente no 7º dia após a fecundação. Assim que ocorre a nidação, tem-se o início da gravidez, também chamada de gestação. Na espécie humana, a gravidez dura aproximadamente nove meses ou cerca de trinta e nove semanas.

Durante as primeiras semanas após a fecundação, a futura mamãe ainda não sente os efeitos da gravidez, mas isso não quer dizer que seu bebê não esteja se desenvolvendo, pelo contrário, ele continua crescendo a cada segundo. Como o corpo da mulher está se preparando para abrigar um novo ser, ele também sofrerá diversas transformações. 

A primeira delas é a ausência de menstruação, que se dá pela produção de determinados hormônios que impedem a descamação do endométrio. A partir da quarta semana após a fecundação, o embrião começa a produzir o hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana betaou beta-HCG, sigla em inglês, que causa sintomas como náuseas, cansaço e dores nos seios. Nesse período, os testes de gravidez comercializados em farmácias podem não conseguir detectar o hormônio presente na urina, mas um exame de sangue certamente conseguirá detectar a gravidez.

Assim que a mulher souber que está grávida, é extremamente importante que ela inicie o pré -natal com um médico de sua confiança. Esse acompanhamento é importante tanto para a saúde da mãe, como para a saúde do bebê.
A futura mamãe também deverá se preocupar com os alimentos que ingere, pois alimentos crus ou mal cozidos podem transmitir doenças como a toxoplasmose, que podem atingir o embrião causando sérios prejuízos e até mesmo a morte do bebê.
Aproximadamente na sétima semana de gestação, um tampão de muco com a função de impedir o contato do útero com o meio externo se desenvolverá no colo uterino, dando ao bebê uma maior proteção. É provável que a gestante sinta cólicas leves à medida que o embrião se implanta no útero. É muito importante lembrar que cólicas fortes e sangramentos não são normais e que ocorrendo qualquer um desses sintomas, a mulher deverá entrar em contato com seu médico imediatamente.