terça-feira, 10 de maio de 2016

Filmes Educativos

Oi passarinhos!

Esse post é destinado para quem tem interesse em filmes educativos, vou deixar uma listinha de filmes que podem ser muito úteis para trabalhar em sala de aula.

Bee Movie ( A importância das abelhas, relações entre as abelhas, viver em sociedade)

Planeta 51 ( Os astros, vida em outros planetas, marte e o robô Curioso)

A cura ( Vírus HIV, preconceito, laços de amizade)

JUNO ( Gravidez na adolescência) 

Preciosa ( Racismo, preconceito, gravidez na adolescência, pedofilia, traumas)

Avatar (Interação com a natureza)

O menino do pijama listrado ( Racismo, nazismo, preconceito )

Confissões de adolescente ( Sexualidade, adolescência) 

Aos treze ( Drogas)

Colegas ( Preconceito, inclusão, síndrome de Down)

Entre os muros da escola ( Filme Francês que relata a rebeldia dos alunos e a realidade das escolas)

O Diário de Anne Frank ( Nazismo, preconceito, relatos de uma adolescente)

Confiar ( Estupro, pedofilia assédio virtual)

As melhores coisas do mundo ( Nacional, adolescência, puberdade, conflitos)

O Aluno ( valorização da escola, terceira idade na sala de aula, cultura Africana)

Meu nome é Khan ( Síndrome de Asperger, preconceito aos muçulmanos)







segunda-feira, 21 de março de 2016

Aula prática " A química do pão".


Aula prática a química do pão!

Hoje vamos falar da química de algo que, além de ser fazer parte da história da humanidade e de ser um dos mais importantes alimentos da nossa dieta, é delicioso quentinho e com manteiga. 

Falaremos da composição química dos seus ingredientes e de algumas das reações químicas responsáveis por este alimento tão saudável, versátil e delicioso que é o pão.

Uma receita típica de pão no nosso país leva farinha de trigo, água, fermento e sal. A farinha de trigo é constituída principalmente por amido, ou seja cadeias de açúcares, e proteínas ou seja, cadeias de aminoácidos.

Comecemos por amassar o pão, o que do ponto de vista da química é mais do que apenas misturar farinha e água. Esta mecânica é necessária para que a mistura de proteínas se disponha em camadas que envolvem os grânulos de amido e conferem à massa de pão a sua consistência característica.

O sal é adicionado à massa e não apenas por uma questão de sabor. A presença dos íons de sódio e cloreto é indispensável para a maior aproximação entre cadeias de proteínas, contribuindo assim para a formação de uma massa mais forte e menos pegajosa.

Depois a massa vai a levedar. Durante este período de  repouso, o fermento ou levedura, que é um fungo, provoca a decomposição dos açúcares, com libertação do CO2. É a formação de bolhas de CO2, aprisionadas na rede de glúten, que faz a massa crescer e produz a textura “esburacada” do pão.

Nesta fase há também um conjunto de reações químicas importantes, envolvendo oxidantes naturais da farinha, através das quais as ligações entre cadeias de proteínas se quebram e refazem noutro local, repetidamente, permitindo assim que a massa “estique” sem perder a sua estrutura.

Depois, é só assar. Já o aspeto dourado-acastanhado do pão após assar é o resultado da reação de Maillard, assim chamada em homenagem ao químico que descobriu que o calor do forno provoca a reação entre os aminoácidos e os açúcares que dá a cor dourada aos alimentos assados.

E quem disse que a química não pode entrar na cozinha?



Aluno Edgar fazendo as misturas.
 Aluno João observando a fermentação das leveduras.
 Aprendendo na prática os conceitos de misturas homogêneas e heterogêneas.

 Observando e auxiliando o aluno Edgar.

Pão depois de pronto!

Essa aula prática foi realizada com os alunos do 9° ano vespertino, na escola EEB Manoel Gomes da cidade de Maracajá Santa Catarina. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Bolo de Goiaba direto do pé

Receita de bolo de goiaba direto do pé

Meu sogro antes de falecer plantou um pé de goiaba aqui em casa, e incrivelmente ela dá frutos o ano todo. Mas hoje quando fui ver o pé estava carregado e apanhei algumas para fazer uma receita.

Ingredientes

5 goiabas médias descascadas batidas com um pouco de água e peneiradas até ficar uma polpa

Massa
2 ovos
1 xícara de açúcar
1 xícara de óleo
1 xícara da polpa da goiaba
2 xícaras de farinha
1 colher de fermento

Bata tudo no liquidificador se a massa ficar muito mole acrescente um pouco mais de farinha, o fermento coloca por último sem bater, somente mexer.
Asse em forma untada com forno pré aquecido em 220° C por 40 minutos

Calda

1 xícara da polpa da goiaba
1 xícara de açúcar
1 xícara de água

Ferva e mexa por uns 30 minutos e quando estiver engrossando esprema meio limão e mexa mais uns minutos, quando estiver grossa em ponto cauda reserve
Usei a forma de bolo inglês





quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pesca de tubarão em Balneário Arroio do Silva

Nome usual: Cação Mangona

Nome científico: Carcharias taurus

Lembrando que cação e tubarão são a mesma coisa, cação é o nome comercial do tubarão.

Essa semana um tubarão foi pego no lado sul da cidade de Balneário Arroio do Silva em Santa Catarina. Conhecido como tubarão cinza, mangona, ou cação mangona.

Na reportagem o pescador fala que é um animal agressivo, que ataca seres humanos. Não me espanta as pessoas terem a visão de que o tubarão é um monstro, afinal os filmes e a mídia faz esse papel de não conscientizar sobre a importância dessa espécie.

Mas o que espanta é ver a mídia local fazer fotos do pescador com seu troféu como um peixe grande, sendo que já existe uma lei que proíbe a pesca desse animal.

Desmitificando os fatos, venho aqui falar como profissional de ciências biológicas.

Essa espécie está na lista dos animais vulneráveis e propensos a entrar em extinção.

Ele é considerado dócil, e tem hábitos noturnos o que o faz ficar longe dos seres humanos, que afinal estão no habitat dele e não o contrário.

Primeiramente venho citar a importância dos tubarões nos ecossistemas marinhos.
Todos os tubarões são peixes e sua existência na terra data de aproximadamente 450 milhões de anos, tempo esse quase inimaginável. 

O Homo sapiens (ser humano moderno) surgiu na terra há cerca de 400 mil anos, aproximadamente. Isso quer dizer que o tubarão já nadava pelos oceanos há 449 milhões e 600 mil anos antes de nossa existência.

Alguns cientistas consideram os tubarões como fósseis vivos, o que significa que tiveram poucas características evolutivas alteradas ao longo desses 450 milhões de anos. 

Os tubarões estão no topo da cadeia alimentar isso significa que ele controla as populações de várias espécies equilibrando assim os ecossistemas marinhos.

São instrumentos de seleção natural eliminando as espécies mais lentas ou doentes.

Os registros de ataques de tubarão dessa espécie não foram encontrados, tubarões não atacam seres humanos, somente se o seu habitat for invadido de forma agressiva para a pesca predatória. Ou se ele estiver com escassez de alimento, o que só acontece devido as ações dos seres humano. 

O tubarão mangona é o maior tubarão de nossas águas, alcança pesos de até 180 quilos e alcança mais de 3 metros e comprimento. Este tubarão pertencente à família Odontaspididae.

Possui baixa fecundidade, 1 ou 2 filhotes a cada 2 anos.

Vive de forma solitária, mas pode formar grupos. Nos meses mais quentes, preferem águas claras e rasas com profundidade entre 2 e 25 m. Ocorre em todos os oceanos. No Brasil, são mais comuns nas regiões Sudeste e Sul.

Esta espécie possui hábitos noturnos e alimenta-se de pequenos peixes, pequenos cações, raias lulas, caranguejos e lagostas.  Considerado dócil, movimenta-se de vagar o que o torna uma presa fácil para os seres humanos.

Legislação

A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto na Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, nos Decretos no 6.101, de 26 de abril de 2007, e na Portaria no 43, de 31 de janeiro de 2014, resolve: Art. 1o Reconhecer como espécies de peixes e invertebrados aquáticos da fauna brasileira ameaçadas de extinção aquelas constantes da "Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção - Peixes e Invertebrados Aquáticos" - Lista, conforme Anexo I desta Portaria, em observância aos arts. 6o e 7o, da Portaria no 43, de 31 de janeiro de 2014.

Lista completa das espécies protegidas por lei:


Os exemplares capturados de forma acidental terão que ser "obrigatoriamente devolvidos ao mar, vivos ou mortos", segundo a lei publicada no diário da união.





Aline Ranacoski Soares

Bacharel e Licenciada pela Universidade Federal de Santa Catarina.


Fonte:

<ministeriodomeioambiente > Acesso em: 13 de janeiro de 2016.




Respeitar a natureza é respeitar a nós mesmos. 












sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O aluno não é mais o mesmo, e agora Professor? Como lidar com a indisciplina dos alunos.

O aluno não é mais o mesmo, e agora Professor? Como lidar com a indisciplina dos alunos.

Todos me falaram que o primeiro ano seria o mais difícil, bom encerrando  essa experiência de um ano lecionando faço aqui as minhas considerações.

O aluno não é mais o mesmo, também pudera, a sociedade mudou e a escola continua a mesma. Muros altos, salas apertadas, cadeiras enfileiradas, quadro e giz. Faltam recursos tecnológicos para auxiliar o professor no processo de ensino aprendizagem, mal temos livros didáticos para todos os alunos. Faltam aulas atrativas, faltam laboratórios, faltam saídas a campo, faltam...faltam...faltam...

Além disso leis que enchem os adolescentes de direitos e não mostram quais os seus deveres, pais que perderam completamente o controle da educação dos filhos. Bagagem pesada que eles trazem de casa como drogas, pedofilia, abandono...Depois de tudo isso começa o processo de relação professor aluno.

Bater de frente não adianta, eles ficam ainda mais revoltados, gritar só piora a situação, ficamos com a cabeça estourando e eles querem mostrar que falam ainda mais alto. Reprimir impossível, não vivemos mais na ditadura e eles sabem disso.

A forma que eu encontrei de lidar com os alunos, veja bem, essa é a minha experiência e admito que nem todas as turmas funcionam, e muitas vezes volto para casa frustrada pois meus planejamentos não foram concluídos, ou então a aprendizagem não foi significativa.

Sala de aula totalmente em silêncio não existe mais, você faz acordo com os alunos para eles prestarem atenção enquanto você está explicando, e depois pede para conversar mas não gritar;

Fazer acordos deixando bem claro quais são os meus objetivos, e esperando uma resposta de comprometimento;

Rodas de conversa com a turma dando voz a eles e deixando que eles digam quais são as suas frustrações, objetivos etc;

Chamar para a rua o aluno que está dando problema e ter uma conversa individual;

Em último caso levar para a direção e solicitar que o aluno somente entre nas minhas aulas com a presença dos pais;

Tocar no aluno, dar carinho, perguntar o que está acontecendo na sua vida pessoal;
Por incrível que pareça, somente o que eles querem é amor, sei que é difícil dar amor a quem te trata muitas vezes com ódio, mas é necessário mudar de atitude.

Enquanto o estado não derrubar as paredes da escola e construir uma nova estrutura vamos continuar dando murros em ponta de faca, essa configuração da escola foi criada para uma educação mecanicista, não há mais espaço para essa escola do século passado, o currículo que é sempre reinventado não se adéqua a esse espaço.

Mudanças são necessárias em todos os aspectos, enquanto isso como diz a música de Chico Buarque...
A gente vai levando...a gente vai levando...

Dicas de filmes:

Sempre assisto filmes para me inspirar e muitos levo para a sala de aula para discutir com eles e contextualizar.

Entre os muros da escola;
Escritores da liberdade;
Educação proibida;






sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A cura do câncer por pesquisadores Brasileiros / The cure for cancer by Brazilian scientists

A cura do câncer por pesquisadores Brasileiros.

Pessoal eu, assim como você conhecemos alguém com câncer, ou perdemos alguém com câncer, ou estamos vivenciando essa doença na família. Por isso o meu interesse em divulgar essas informações ao maior número de pessoas possível. Aqui abaixo segue a entrevista com o pesquisador Gilberto que foi o grande precursor dessa descoberta. A seguir da entrevista deixarei alguns links  de vídeos e sites que considerei interessantes para esclarecer. 

Entrevista com Gilberto Chierice coordenou as pesquisas com a fosfoetanolamina sintética por 25 anos na USP.

EPTV - Que substância é essa? 
É a combinação de uma substância muito comum, utilizada em muitos xampus de cabelo, chamada monoetanolamina, e o ácido fosfórico, que é um conservante de alimentos. A combinação dessas duas substâncias gera uma substância chamada fosfoetanolamina, que é um marcador de células diferenciadas, que são as consideradas células cancerosas.

EPTV - Como ela age no organismo?
Essa substância nós mesmos fabricamos dentro das células de músculo longo e no fígado, no retículo endoplasmático. Então, não podemos chamar de produto natural porque é sintetizado, mas o seu organismo já fabrica com o mesmo propósito: defender você durante todo o tempo da sua vida de células que se diferenciam.

EPTV - Na prática, essa substância reforça a que a gente já tem? Como ela age na célula cancerosa?
Primeiro, ela passa do trato digestivo para o sistema sanguíneo, vai até o fígado e forma uma reação junto com o ácido graxo. O que é esse ácido graxo? É a substância que vai alimentar o tumor. É a energia do tumor. E ela entra junto com essa substância dentro da célula. Quando ela entra, essa célula está relativamente parada, ou seja, a organela principal dela, chamada mitocôndria, está parada. Ela obriga a mitocôndria a trabalhar e, quando ela obriga, ela se denuncia para o sistema imunológico e a célula é liquidada, é a chamada apoptose.

 EPTV - A eficácia da substância foi mais evidente em algum tipo de tumor?
Os tumores têm células parecidas no seu mecanismo, chamadas de anaeróbicas. Células de tumor anaeróbico, todas elas cediam pela ação da fosfoamina.

EPTV - Não houve um tipo de tumor em que a eficácia foi maior?
Não é possível fazer essa medida porque, primeiro, nós não somos médicos. Teria que ter uma parceria com o médico para ele mostrar a eficácia de cada um. Isso nunca foi feito. 

EPTV - Tem alguma contraindicação? A cápsula tem que ser ingerida antes de a pessoa fazer quimioterapia?
Não existe “antes” porque ela não funciona como coadjuvante. Se você detona o sistema imunológico da pessoa, os resultados não são bons porque a ação da fosfoamina necessita que o sistema imunológico esteja intacto. Se existir uma quimioterapia que não destrói o sistema imunológico, perfeito, pode ser combinado.

EPTV - O senhor tem uma ideia de quantas pessoas foram beneficiadas por essa substância nos últimos 20 anos?
Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora quantas pessoas foram beneficiadas eu não sou capaz de dizer porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas.

EPTV - O senhor publicou esse estudo em diversas revistas científicas. Quantas no total?
Hoje eu suponho que há de nove a dez trabalhos nas melhores revistas de oncologia do mundo, que são revistas internacionais, junto com o pessoal do Instituto Butantan, e explicam o mecanismo de ação da fosfoamina.

EPTV - Houve interesse de outro país nessa fórmula. O que pode acontecer?
Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir, criam dificuldades que eu não sei explicar. Eu sou um homem de ciência de 25 anos, eu não sou nenhum amador e, por não ser amador, eu conheço os trâmites das coisas, como funciona. Se não for possível aqui, a melhor coisa é outro país fazer porque beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males.

EPTV - A cura do câncer existe?
Não só pela fosfoamina, deve existir por uma dezena de outras coisas, mas a fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer.  

EPTV - E por que a aprovação está demorando tanto? Por que a Anvisa está demorando tanto para liberar?
A razão é muito simples: eu acho que existe uma má vontade. Porque, se existisse boa vontade, isso já tinha sido aplicado em hospitais do governo, como dados experimentais, fase I, fase II, fase III, tudo isso já está pronto. Agora o que falta é dentro das normas da lei, os dados clínicos, assim me disseram na Anvisa todo esse tempo. Eu acho que existe uma má vontade.

EPTV - E, enquanto essa "má vontade" continuar, muita gente com a doença, e a cura está mais próxima do que muita gente imagina, não é?
É, eu penso que sim. A cura está bem mais perto. E se dissessem ainda que falta aprimorar alguma coisa, teria que ser aprimorado daqui para frente, não daqui para trás. Daqui para trás está tudo pronto.

EPTV - Essa substância é a cura do câncer?
Eu acredito que sim, eu acredito que sim. Não só essa como um monte delas que poderiam vir de derivados.


 "Se não for possível aqui, a melhor coisa é outro país fazer porque beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males." (Gilberto)

VÍDEOS E SITES SOBRE A FOSFOETANOLAMINA 

















quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Fertilização "in Vitro"


O nascimento de Louise Brown em 25 de julho de 1978 a primeira criança concebida após fertilização "in vitro" e transferência de embrião, após nove anos de tentativas mal sucedidas devido à uma obstrução tubária, marcou o início de uma era de extraordinário processo no entendimento e tratamento dos problemas relacionados à fertilização humana.

A FIV é uma técnica de reprodução assistida muitas vezes denominada "Bebê de Proveta", que consiste na manipulação dos gametas em laboratório e após fecundação, introdução do embrião no organismo materno. Isto é, captação dos óvulos diretamente do ovário fertilizando com os espermatozóides do marido/parceiro fora do corpo, em laboratório, ou seja, "in vitro". Os embriões selecionados são transferidos para a cavidade uterina para que possa ocorrer a implantação e a gravidez de 48 a 72 horas após a captação dos óvulos.

A FIV é indicada para casos de lesão das tubas, como sequela de infecção tubária (doença inflamatória pélvica), ou gravidez nas trompas, ou laqueadura sem chance de reversão, ou endometriose, infertilidade masculina e naqueles casos de infertilidade sem causa aparente.

Etapas da Fertilização "in Vitro"

É feita a indução da ovulação por drogas injetáveis para estimular o crescimento dos folículos (pequenas bolsas com os óvulos dentro) e provocar a ovulação, aumentando assim o número e a qualidade dos óvulos. Doses elevadas das drogas indutoras da ovulação podem levar à estimulação exagerada dos ovários, chamada Síndrome da Hiperestimulação Ovariana.

Monitoramento do crescimento dos folículos ovarianos através da ultra-sonografia transvaginal, com o objetivo de individualizar as doses do medicamento e prevenir os efeitos colaterais. Quando os folículos atingem em torno de 18mm eles são considerados maduros e é aplicada uma injeção de HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana - hormônio que marca a maturação final dos óvulos e define o momento da coleta).

Sob uma sedação endovenosa ou anestesia local, os folículos são coletados através da vagina com uma sonda ecográfica acoplada à agulha apropriada para este fim, guiada por auxílio de ultra-som de alta freqüência, para visualizar os folículos ovarianos a serem puncionados. (32 a 36 horas após a injeção de hormônio).

Com o auxílio de um estereomicroscópio sob fluxo laminar (espécie de capela onde flui ar estéril de dentro para fora, evitando a contaminação do material), o conteúdo líquido destes folículos obtidos no centro cirúrgico, é transferido para uma placa de meio de cultura (meio que imita ao máximo o ambiente das tubas) e examinado à procura do óvulo. Uma vez identificado, o óvulo é transferido para outra placa contendo apenas meio de cultura, onde será classificado. Os óvulos são classificados como imaturos ou em prófase, metáfase I e metáfase II ou maduros.


Neste intervalo de tempo, ocorre a coleta da amostra de sêmen, de maneira natural (masturbação). Após a coleta os espermatozóides serão preparados através da lavagem com meio de cultura de células e centrifugação, fazendo com que haja um separação do plasma seminal, resultando em um preparo de espermatozóides com maior motilidade e capacidade para fertilização. Este processo é importante porque remove substâncias químicas e bactérias que podem causar reações adversas ou contrações uterinas intensas.

Os óvulos maduros e espermatózoides são preparados e mantidos em incubadora à 37ºC com 5% de CO2 que simula o ambiente das tubas, por um período de 12 a 18 horas. Após este período, são examinados ao microscópio, quando se busca o sinal de fertilização (presença dos 2 pró-núcleos).

https://www.youtube.com/watchv=ao5eqdEK8RQ

Antes da transferência embrionária, os pré-embriões em fase de clivagem (3 dias após a fertilização) ou em estágio de blastocisto (6 dias após a fertilização) são classificados morfologicamente, levando em consideração a velocidade de divisão celular, o número de blastômeros, a simetria e a forma dos blastômeros, a presença ou ausência de fragmentação.

Antes de se transferir os embriões para o útero, é recomendado fazer o Diagnóstico pré-implantação (PGD) para casais que apresentam um risco de transmitir doenças genéticas para seus futuros filhos.
A transferência embrionária deve ser feita com a paciente em posição ginecológica, em área física próxima ao laboratório onde se encontram os embriões. Os embriões são transferidos para o útero através de cateter especial com monitoramento ultra-sonográfica transabdominal para correto posicionamento do cateter. Após a transferência a paciente deve fica em repouso por cerca de uma hora. A verificação da gravidez pode ser feita 15 dias após a fertilização.